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quarta-feira, 28 de maio de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
AJS/MJS NA JMJ
Posted on by Unknown
quinta-feira, 6 de março de 2014
JEJUM QUARESMAL ::::: REFLEXÃO
Posted on by Unknown
Posto aqui um texto que fiz para a Revista GodZine, que será lançada na 2ª quinzena desse mês, que espero que seja útil para a vossa reflexão. Abraço e santa Quaresma!
Um jejum para o nosso tempo
Antonio João
do Nascimento Neto, SDB
É chegado o período quaresmal. Aos que já
sabem, perdoem-me, mas não custa dizer o que esses dias querem significar: a
palavra ‘Quaresma’ faz referência a um período de quarenta dias (iniciados na
Quarta-feira de Cinzas) em que o cristão deve intensificar sua vida de fé,
acompanhando mais de perto mistério da Paixão e morte de Jesus em preparação
para vivenciar bem a solenidade da Páscoa. Para que o sentido desse tempo
litúrgico seja bem assimilado e consequentemente bem vivido, o fiel deve
propor-se alguns chamados “exercícios do espírito”, mais conhecidos por ascese.
Essa palavra é muito cara à nossa tradição católica, pois desde os primórdios,
tem sido via santificadora a muitos. O próprio Jesus Cristo praticou ascese e
também tantos e tantas ao longo da história da nossa Igreja.
Bem, com isso quero
falar de um aspecto da via ascética que é colocado em evidência nesse período
da Quaresma: O JEJUM. Se você já o pratica, que bom! No entanto, contata-se que
nem todos saber o sentido real e o que, de fato, fala a Igreja sobre o jejum. O
§1438 do Catecismo da Igreja Católica coloca o jejum dentro do que ele chama de
“privações voluntárias”, o que nos leva a entender que ele é uma prática penitencial
– em reparação dos nossos pecados – e, no §2043, afirma que práticas como o
jejum “contribuem para nos fazer
adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração”. A
privação constituinte do jejum não encontra seu fim em si mesma, mas é um meio
para que se alcance outras conquistas, como a de criar condições para que se
possa viver os valores transcendentais, como misericórdia e profunda fé.
Se nos ativermos a
essas definições, perceberemos que não há nenhum exagero no que realmente fala
a Igreja sobre o jejum, pois como lemos no Evangelho “não só de pão vive o
homem, mas de toda palavra que vem da boca de Deus” (Mt 4,4). A prática do
jejum não pode ser algo pesaroso ou enfadonho, mas deve ser vivência alegre e
autêntica daquele(a) que busca a santificação.
Mas como se dá o
jejum? Acompanhemos no infográfico.
Bem, na nossa
sociedade globalizada, nascemos imersos na prática consumista e não nos damos
conta do perigo que essa pratica representa ao cristão. Pois ela nos envolve em
uma rotina que não nos permite pensar em termos como ‘privação’, porque os
abomina. Mas são justamente termos como esse supracitado que estão contidos na
proposta de Jesus e que são aconselhados pela Igreja para todos os seus
membros.
Para nosso tempo, o
tempo do consumo como parte da cultura, há uma grande distância entre a rotina
e a pratica do jejum. Então, porque não começarmos exatamente nosso jejum no
centro da cultura vigente e diminuirmos essa pratica consumista? Seria
interessante observar também os teus supérfluos; se os tem, doa a quem não tem;
se tens 2 e, se 1 te é necessário, entrega o que não te é necessário a quem
precisa. Jejuemos das desnecessárias compras! Diminuamos o que é nosso,
aumentando o que é dEle. Ao invés de passares 2 ou 3 horas nos centros
comerciais, desvia o caminho para a igreja e coloca-te em oração, pedindo
perdão pelos pecadores. Pratica esse jejum, depois parte ao verdadeiro, o da
privação de alimentos, te será uma via gradativa e beneficente.
Não seria o jejum um
bom primeiro passo para nos aproximarmos ainda mais de Jesus nesta Quaresma?
Não seria um grande benefício para nossa santificação praticarmos essa privação
voluntária e nos assemelharmos de Jesus, que também jejuou e o fez pela nossa
salvação? Ele merece e nós precisamos!
O verdadeiro jejum
vai além da simples prática e requer mudança de comportamento, a começar de
dentro para fora, numa direção ascendente e transcendente. Falei difícil?
Explico: não adianta a prática ascética sem que ela contribua para a sua
conversão.
Pratique jejum, seja
cada vez mais santo, mude!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
QUEM É FELIZ?
Posted on by Unknown
Escrevi esse texto que virou capa da minha predileta #GODZINE! Foi uma honra e agora compartilho aqui no blog com você (espero agora dar regularidade a ele):
![]() |
| Capa da revista eletrônica GodZine. |
Em outros
momentos já vos falei sobre a felicidade. Muitos jovens já cantaram sobre ela,
desejam-na, mas a final, somos mesmo capazes de realmente sermos felizes?
Jesus uma
vez nos falou sobre quem eram os felizes. Ele os chamou bem-aventurados.
Há várias
ocasiões em que as pessoas podem ser consideradas felizes ou bem-aventuradas.
Uma delas, segundo o texto de Mateus, nas palavras de Cristo é: “Felizes os
pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5, 3). O que será que
essas palavras de Jesus nos dizem hoje? Sabemos da grande pobreza que tantos
homens e mulheres enfrentam em diversas partes do mundo e em todos os
continentes. Quando Ele nos fala em “pobres em espírito”, fala que nossa
postura deve ser como a de uma pessoa que não se sente dono de muitas coisas.
Um pobre vive sem muitos bens, vive sempre fazendo um grande esforço para
sobreviver e também pede e precisa da ajuda e do cuidado de outrem; pois nos
parece ser dessa pobreza que Jesus se refere.
Aquele que
é pobre em espírito jamais pensará o amor como arma que habilita a ter posse de
alguém. É nesse sentido que finamente podemos encontrar uma chave de leitura
para entender a atitude de Jesus em ter escolhido pessoas como Judas Iscariotes
para seu discípulo e companheiro. Explico: Jesus amou Judas, mas não fez do seu
amor um laço para manter o discípulo traidor aprisionado a ele, ou seja, Jesus
amou Judas de forma livre, sem exigir ou forçar que esse o amasse. Concordam
comigo? A atitude de Jesus pode ser considerada pobreza em espírito.
Outro ponto
da pobreza em espírito é a dimensão da sociabilidade. Como dissemos, o pobre,
de certa forma, precisa de outra pessoa e se lança ao encontro. O outro é
considerado como de fundamental importância para que ele sobreviva. Nesse caso,
quando lemos as palavras de Jesus sobre ser feliz aquele que é pobre em
espírito, fica claro o recado.
Como disse
Dom Bosco: “O Senhor colocou-nos no mundo para os outros”. A pobreza em
espírito é mais uma característica constituinte da pessoa feliz porque faz
lembrar a vocação do cristão expressa na fala que lemos acima do santo
considerado Pai e Mestre da juventude, S. João Bosco. Querer estar junto com,
ver que o outro é uma riqueza, que é em comunidade que o cristão vive, é um
forte sentido para a bem-aventurança de que falamos.
Sem ser
pobre em espírito não se é feliz. Ser pobre em espírito diverge de ser pobre de
espírito, pois o que é pobre em espírito assume uma postura de vida que se
caracteriza pela humildade e pelo desejo incessante de formar comunidade, já o
pobre de espírito quer remeter àqueles e àquelas que nada têm de espírito ou
espiritualidade no sentido de espírito ser aquilo que inspira o agir externo,
pois já é expressão interna da pessoa. O pobre de espírito não é humilde, não
deseja contato com ninguém, nem com Deus, embora possa criar na imaginação o
que ele chama de deus.
Atualmente
é possível ser feliz assim, sendo pobre em espírito? Fazendo esse
questionamento, jovens, olhemos que atitudes nós temos nas diversas ocasiões
das nossas vidas. Será que elas são de pobreza em espírito ou pobreza de
espírito?
Bem, nunca
é tarde quando se quer mudar o que há por dentro. Uma vez minha mãe disse:
“Você nunca saberá se não tentar.” Jovem, disponha-se a ser um bem-aventurado,
disponha-se a ser feliz, viva a pobreza em espírito. Felizes são os pobres em
espírito, porque deles é o Reino do Céu.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2013 (pt de Portugal)
Posted on by Unknown
Foi lançado hoje e vou logo repassando a vocês. Vale muuuuuito ler:
Queridos irmãos e irmãs,
Este ano, a celebração do Dia Mundial das Missões tem lugar próximo da conclusão do Ano da Fé, ocasião importante para revigorarmos a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia, com coragem, o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.
1. A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Ele quer entrar em relação connosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama! Mas a fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia. Trata-se de um dom que não está reservado a poucos, mas é oferecido a todos com generosidade: todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação. E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. «O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. Verbum Domini, 95). Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida.
2. Celebrado cinquenta anos depois do início do Concílio Vaticano II, este Ano da Fé serve de estímulo para a Igreja inteira adquirir uma renovada consciência da sua presença no mundo contemporâneo, da sua missão entre os povos e as nações. A missionariedade não é questão apenas de territórios geográficos, mas de povos, culturas e indivíduos, precisamente porque os «confins» da fé não atravessam apenas lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e mulher. O Concílio Vaticano II pôs em evidência de modo especial como seja próprio de cada baptizado e de todas as comunidades cristãs o dever missionário, o dever de alargar os confins da fé: «Como o Povo de Deus vive em comunidades, sobretudo diocesanas e paroquiais, e é nelas que, de certo modo, se torna visível, pertence a estas dar também testemunho de Cristo perante as nações» (Decr. Ad gentes, 37). Por isso, cada comunidade é interpelada e convidada a assumir o mandato, confiado por Jesus aos Apóstolos, de ser suas «testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo» (Act 1, 8); e isso, não como um aspecto secundário da vida cristã, mas um aspecto essencial: todos somos enviados pelas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e fazendo-nos arautos do seu Evangelho. Convido os bispos, os presbíteros, os conselhos presbiterais e pastorais, cada pessoa e grupo responsável na Igreja a porem em relevo a dimensão missionária nos programas pastorais e formativos, sentindo que o próprio compromisso apostólico não é completo, se não incluir o propósito de «dar também testemunho perante as nações», perante todos os povos. Mas a missionariedade não é apenas uma dimensão programática na vida cristã; é também uma dimensão paradigmática, que diz respeito a todos os aspectos da vida cristã.
3. Com frequência, os obstáculos à obra de evangelização encontram-se, não no exterior, mas dentro da própria comunidade eclesial. Às vezes, estão relaxados o fervor, a alegria, a coragem, a esperança de anunciar a todos a Mensagem de Cristo e ajudar os homens do nosso tempo a encontrá-Lo. Por vezes há ainda quem pense que levar a verdade do Evangelho seja uma violência à liberdade. A propósito, são iluminantes estas palavras de Paulo VI: «Seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará (...), é uma homenagem a essa liberdade» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 80). Devemos sempre ter a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo e de nos fazermos portadores do seu Evangelho; Jesus veio ao nosso meio para nos indicar o caminho da salvação e confiou, também a nós, a missão de a fazer conhecer a todos, até aos confins do mundo. Com frequência, vemos que a violência, a mentira, o erro é que são colocados em evidência e propostos. É urgente fazer resplandecer, no nosso tempo, a vida boa do Evangelho pelo anúncio e o testemunho, e isso dentro da Igreja. Porque, nesta perspectiva, é importante não esquecer jamais um princípio fundamental para todo o evangelizador: não se pode anunciar Cristo sem a Igreja. Evangelizar nunca é um acto isolado, individual, privado, mas sempre eclesial. Paulo VI escrevia que, «quando o mais obscuro dos pregadores, dos catequistas ou dos pastores, no rincão mais remoto, prega o Evangelho, reúne a sua pequena comunidade, ou administra um sacramento, mesmo sozinho, ele perfaz um acto de Igreja». Ele não age «por uma missão pessoal que se atribuísse a si próprio, ou por uma inspiração pessoal, mas em união com a missão da Igreja e em nome da mesma» (ibid., 60). E isto dá força à missão e faz sentir a cada missionário e evangelizador que nunca está sozinho, mas é parte de um único Corpo animado pelo Espírito Santo.
4. Na nossa época, a difusa mobilidade e a facilidade de comunicação através dos novos mídias misturaram entre si os povos, os conhecimentos e as experiências. Por motivos de trabalho, há famílias inteiras que se deslocam de um continente para outro; os intercâmbios profissionais e culturais, assim como o turismo e fenómenos análogos impelem a um amplo movimento de pessoas. Às vezes, resulta difícil até mesmo para as comunidades paroquiais conhecer, de modo seguro e profundo, quem está de passagem ou quem vive estavelmente no território. Além disso, em áreas sempre mais amplas das regiões tradicionalmente cristãs, cresce o número daqueles que vivem alheios à fé, indiferentes à dimensão religiosa ou animados por outras crenças. Não raro, alguns baptizados fazem opções de vida que os afastam da fé, tornando-os assim carecidos de uma «nova evangelização». A tudo isso se junta o facto de que larga parte da humanidade ainda não foi atingida pela Boa Nova de Jesus Cristo. Ademais vivemos num momento de crise que atinge vários sectores da existência, e não apenas os da economia, das finanças, da segurança alimentar, do meio ambiente, mas também os do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam. A própria convivência humana está marcada por tensões e conflitos, que provocam insegurança e dificultam o caminho para uma paz estável. Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parecem atravessados por nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar corajosamente a todas as realidades o Evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de reconciliação, de comunhão, anúncio da proximidade de Deus, da sua misericórdia, da sua salvação, anúncio de que a força de amor de Deus é capaz de vencer as trevas do mal e guiar pelo caminho do bem. O homem do nosso tempo necessita de uma luz segura que ilumine a sua estrada e que só o encontro com Cristo lhe pode dar. Com o nosso testemunho de amor, levemos a este mundo a esperança que nos dá a fé! A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas uma comunidade de pessoas, animadas pela acção do Espírito Santo, que viveram e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe. É justamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho.
5. Gostaria de encorajar a todos para que se façam portadores da Boa Nova de Cristo e agradeço, de modo especial, aos missionários e às missionárias, aos presbíteros fidei donum, aos religiosos e às religiosas, aos fiéis leigos – cada vez mais numerosos – que, acolhendo a chamada do Senhor, deixaram a própria pátria para servir o Evangelho em terras e culturas diferentes. Mas queria também sublinhar como as próprias Igrejas jovens se estão empenhando generosamente no envio de missionários às Igrejas que se encontram em dificuldade – não raro Igrejas de antiga cristandade – levando assim o vigor e o entusiasmo com que elas mesmas vivem a fé que renova a vida e dá esperança. Viver com este fôlego universal, respondendo ao mandato de Jesus «ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19), é uma riqueza para cada Igreja particular, para cada comunidade; e dar missionários nunca é uma perda, mas um ganho. Faço apelo, a todos aqueles que sentem esta chamada, para que correspondam generosamente à voz do Espírito, segundo o próprio estado de vida, e não tenham medo de ser generosos com o Senhor. Convido também os bispos, as famílias religiosas, as comunidades e todas as agregações cristãs a apoiarem, com perspicácia e cuidadoso discernimento, a vocação missionária ad gentes e a ajudarem as Igrejas que precisam de sacerdotes, de religiosos e religiosas e de leigos para revigorar a comunidade cristã. E a mesma atenção deveria estar presente entre as Igrejas que fazem parte de uma Conferência Episcopal ou de uma Região: é importante que as Igrejas mais ricas de vocações ajudem, com generosidade, aquelas que padecem a sua escassez.
Ao mesmo tempo exorto os missionários e as missionárias, especialmente os presbíteros fidei donum e os leigos, a viverem com alegria o seu precioso serviço nas Igrejas aonde foram enviados e a levarem a sua alegria e esperança às Igrejas donde provêm, recordando como Paulo e Barnabé, no final da sua primeira viagem missionária, «contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos pagãos a porta da fé» (Act 14, 27). Eles podem assim tornar-se caminho para uma espécie de «restituição» da fé, levando o vigor das Igrejas jovens às Igrejas de antiga cristandade a fim de que estas reencontrem o entusiasmo e a alegria de partilhar a fé, numa permuta que é enriquecimento recíproco no caminho de seguimento do Senhor.
A solicitude por todas as Igrejas, que o Bispo de Roma partilha com os irmãos Bispos, encontra uma importante aplicação no empenho das Obras Missionárias Pontifícias, cuja finalidade é animar e aprofundar a consciência missionária de cada baptizado e de cada comunidade, seja apelando à necessidade de uma formação missionária mais profunda de todo o Povo de Deus, seja alimentando a sensibilidade das comunidades cristãs para darem a sua ajuda a favor da difusão do Evangelho no mundo.
Por fim, o meu pensamento vai para os cristãos que, em várias partes do mundo, encontram dificuldade em professar abertamente a própria fé e ver reconhecido o direito a vivê-la dignamente. São nossos irmãos e irmãs, testemunhas corajosas – ainda mais numerosas do que os mártires nos primeiros séculos – que suportam com perseverança apostólica as várias formas actuais de perseguição. Não poucos arriscam a própria vida para permanecer fiéis ao Evangelho de Cristo. Desejo assegurar que estou unido, pela oração, às pessoas, às famílias e às comunidades que sofrem violência e intolerância, e repito-lhes as palavras consoladoras de Jesus: «Tende confiança, Eu já venci o mundo» (Jo 16, 33).
Bento XVI exortava: «Que "a Palavra do Senhor avance e seja glorificada" (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n'Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro» (Carta ap. Porta fidei, 15). Tais são os meus votos para o Dia Mundial das Missões deste ano. Abençoo de todo o coração os missionários e as missionárias e todos aqueles que acompanham e apoiam este compromisso fundamental da Igreja para que o anúncio do Evangelho possa ressoar em todos os cantos da terra e nós, ministros do Evangelho e missionários, possamos experimentar «a suave e reconfortante alegria de evangelizar» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 80).
Vaticano, 19 de Maio - Solenidade de Pentecostes – de 2013.
FRANCISCO
domingo, 4 de agosto de 2013
VEM DE PORTUGAL, MUITO LEGAL!
Posted on by Unknown
Mil perdões, pessoal! Não tenho mais palavras para pedir perdão pela irregularidade nas postagens... o fato é que não tenho mesmo encontrado tempo para escrever, mas não quero deixar esse projeto, porque sei que Deus está comigo, me ajudando muito e não vai me deixar na mão.
Bem, um dos motivos pelos quais tenho ficado meio distante é o objeto dessa postagem. Estou falando de uma pérola que encontrei, que vem lá de Portugal. Trata-se do pessoal o CRISTOJOVEM, um site que reúne desde 2006, " assuntos de interesse para os jovens e para aqueles que com eles trabalham."
Eles têm três características que os diferenciam no mundo da web evangelização: Equipe jovem, comunicação e alegria.
Para facilitar a compreensão dessa turma, só visitando seu site: http://www.cristojovem.com
Bem, nesse site encontrei uma revista que se chama GodZine. É a melhor revista criada por jovem e para jovem que já vi (claro que no sentido católico)! Tanto com relação aos conteúdos quanto pelo design.
Para ter acesso à ultima edição, clique aqui:
Bem, mas eu não fiquei sem postar porque fiquei babando e olhando o site, não. Bem, confesso que eu fiquei admirado com a revista, e pelo facebook entrei em contato com um de seus escritores. Por coincidência (ou providência), esse jovem, o Miguel Mendes é o artista que faz o design da revista e num breve bate-papo ele logo percebeu que eu sou salesiano e falou que trabalha, também como web design da pastoral juvenil da Inspetoria dos SDB de Lisboa. Antes ainda, ele me chamou para contribuir escrevendo para a GodZine. Desde maio eu escrevo para a revista e estou muito satisfeito por saber que Deus, através da missão salesiana, está me levando a evangelizar em terras onde nunca pisei! Daí por diante, tenho dividido meu tempo ainda mais por causa da revista... Ah, inclusive ele me ajudou a reformular o logo do blog <sou muito grato a ele>.
Portanto, compartilho com vocês mais esse site que é como que o sonho realizado do meu humilde blog:
quarta-feira, 19 de junho de 2013
VOCÊ TEM QUE ASSITIR ISSO. Brasileira lança vídeo contra Copa
Posted on by Unknown
quinta-feira, 28 de março de 2013
Desenho na areia: Mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição
Posted on by Unknown
Copiei da: http://catholic-link.com/2012/04/05/dibujo-en-arena-los-misterios-de-la-pasion-muerte-y-resurreccion/
Segue o vídeo:
"Aqui eu coloquei um vídeo que nos insere nos mistérios que estamos vivendo nestes dias santos. A história dos mistérios da paixão, morte e ressurreição do Senhor é simplesmente conhecido de todos, mas ainda assim, como mistérios são sempre uma surpresa. Cada ano você pode descobrir novas nuances, novos espaços antes desconhecidos e, assim, participar de um novo sempre.
Aqui estão as formas engenhosas para renovar-nos na nossa abordagem a eles, e neste vídeo, além do fato marcante na arte da areia, a ênfase parece notável que os autores fizeram sobre o caráter do bom ladrão. Sim, porque, por vezes, tendo como personagens centrais, tanto maus como Pilatos ou Judas, assim como Maria e João, que estavam ao pé da cruz, não podemos esquecer esse ladrão, que de um personagem sendo "ruim", acaba sendo um dos mais bons de todos, tanto para ganhar a entrada direta para o Paraíso (privilégio dos santos). Seu grande segredo: aberto com reverência a misericórdia do Senhor que superabundam naqueles momentos antes de você. Bem ali ao vivo e direto diante de seus olhos e consumado manifestou o maior amor, amor extremo de Deus.
E o fato de que o bom ladrão foi capaz de perceber que não podemos tomar como certo, porque apenas alguns metros de distância, temos o oposto testemunho de ladrão mal que não foi capaz de abrir o seu coração. As experiências desses dois personagens vêm pela graça de Deus a nós para nos desafiar, bem como em esta Páscoa temos o Senhor que vem ao nosso caminho de novo, ao vivo e direto (através da liturgia e da Eucaristia) , e seu amor infinito, seu extremo sacrifício, a misericórdia superabundante, seu amor abunda nestes dias, e nos convida a abrir-nos para o mistério, com o silêncio e reverência, de modo que também a entrar nossos corações (como tem feito para tal sacrifício) o seu amor e nos reconciliar assim como podemos dizer o bom ladrão (que somos cada um de nós): ". Hoje estarás comigo no Paraíso" (Daniel P.)"
quinta-feira, 21 de março de 2013
Confissão hoje
Posted on by Unknown
[Retirado na íntegra de http://www.jovensconectados.org.br/confissao-hoje.html]
A rapidez hodierna dos meios de comunicação, num verdadeiro processo de globalização das notícias, faz com que fatos e ditos cheguem a muitos em pouquíssimo tempo e acabem confundindo as pessoas. Por isso, é preciso que estejamos atentos e confirmemos as fontes de onde provêm e como estão verdadeiramente postas na sua origem, no seu texto e em seu contexto. Um ditado popular (os sempre sábios dizeres de um povo) já atesta: ‘quem conta um conto, aumenta um ponto!’ e hoje esse ponto pode tornar-se uma bola de neve, que se não é correta, espalha o erro, que se torna difícil de dissolver.
A notícia vista com atenção e feita perceber em sua verdade não se tratava do que foi propagado, mas, na realidade, de um instrumento “desenhado para ser usado na preparação da confissão, e depois como auxílio na própria confissão. O aplicativo oferece o exame de consciência, um guia passo a passo do sacramento, ato de contrição e outras orações. Os múltiplos usuários acedem a seus perfis protegidos por senha, onde, através do exame de consciência, marcam os elementos pertinentes para sua confissão e podem fazer outras notas pessoais”. Este não é o primeiro e nem o último aplicativo ligado a temas religiosos. Porém, é interessante ver que poderá ser de utilidade para um exame de consciência se a autoridade eclesiástica deu seu aval com relação ao conteúdo do mesmo. Assim como no passado muitos utilizavam livrinhos para o exame de consciência e outros anotavam em papéis seus pecados para não esquecerem na hora da confissão auricular, hoje os meios eletrônicos podem ajudar nesse aprofundamento. Porém, nada disso substitui a confissão auricular com o ministro ordenado.
Para a recepção do Sacramento, que possui ao menos três nomes, que são sinônimos e acabam mesmo por significar uma de suas fases: penitência, confissão ou reconciliação, a Igreja pede que o penitente cumpra ao menos três atos, que são: o ato da contrição (que precede), o ato da confissão (exposição dos pecados diante do confessor) e o ato da satisfação (cumprimento da penitência pelos pecados cometidos).
O aplicativo a que nos referimos e outros que têm o mesmo conteúdo, embora sejam compostos para utilizar-se no Sacramento, não o é como canal para a confissão e a satisfação, mas simples e unicamente para preparar a contrição, que, entre os atos do penitente, ocupa o primeiro lugar, o qual, em verdade, é “uma dor da alma e um desprezo pelo pecado cometido, com o propósito de não pecar mais no futuro”.
Para cessar o ruído da comunicação errônea, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou: “é essencial compreender bem que o sacramento da Penitência requer necessariamente a relação de diálogo pessoal entre penitente e confessor, assim como a absolvição por parte do confessor presente”. “Isso não pode ser substituído por nenhum aplicativo informático. Por isso não se pode falar de ‘Confissão pelo iPhone’”. Entretanto, em um mundo em que muitas pessoas utilizam suportes informáticos para ler e refletir (e inclusive textos para rezar), não se pode excluir que uma pessoa faça sua reflexão de preparação à Confissão (contrição) tomando a ajuda de instrumentos digitais. Isso, de forma parecida ao que se fazia no passado, como dissemos, “com textos e perguntas escritas em papel, que ajudavam a examinar a consciência… tratar-se-ia de um subsídio pastoral digital que “poderia ser útil”, mas sabendo que “não é um substituto do Sacramento”.
No entanto, esse ruído de comunicação que quase causou confusões na cabeça de muitos, pode ser uma oportunidade de notar que, mesmo com um mundo digitalizado, também a confissão mereceu um espaço de preparação com aplicativos divulgados pela mídia mundial. Isso pode ser uma oportunidade de catequese que aprofunde o valor da Confissão. Se os jovens, que mais utilizam as mídias sociais, já têm um aplicativo para ajudar no exame de consciência, é sinal de que têm também interesse em celebrar este sacramento em sua igreja.
É uma responsabilidade nossa acolher a todos aqueles que, nesta Quaresma, querem manifestar o seu arrependimento e iniciar uma vida nova, celebrando no Sacramento da Penitência o seu retorno a Deus!
Que o tempo da Quaresma seja este tempo de renovação interior de todos na busca de viverem com generosidade sua vida batismal!
Dom Orani João Tempesta, arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
quinta-feira, 14 de março de 2013
Papa Francisco, a juventude te acolhe!
Posted on by Unknown
Nosso primeiro Papa latino-americano!!! Seja muitíssimo bem vindo, Francisco!
Para quem quiser, olhem a PAGINA DELE NO FACE!!! Clique aqui: :D
Clicando na imagem q se segue, vc terá acesso ao vídeo de acolhida ao nosso Papa Francisco, feito pela equipe da JMJ RIO.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
OBRIGADO, PAPA BENTO XVI!
Posted on by Unknown
Sobre a renúncia do Papa, com certeza, você deve ter lido muita coisa, algumas boas, outras, nem sempre das melhores... mas nós, como filhos de Deus, devemos saber agradecer a este homem que fez o que pode por nós, Igreja, grei do Senhor. Por isso, não optei por publicar nada referente a isso, enquanto notícia, mas simplesmente um vídeo que acredito que deva ser compartilhado e até copiado por muitos grupos. Não seria uma boa ideia se seu grupo jovem (ou de crisma) fizesse igual???
Vejam e compartilhem, curtam no youtube, favoritem o vídeo, vale conferir!
RECOMENDADÍSSIMO!
M U I T O O B R I G A D O, P A P A B E N T O X V I ! ! !
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
APRENDENDO A SER FELIZ!
Posted on by Unknown
"Desde 2005 a Inspetoria Salesiana do Nordeste, juntamente com a Família Salesiana, amigos e parceiros, vem realizando as "Colônias de Férias" em diversas cidades da região.
A atividade oferece a centenas de crianças, adolescentes e jovens de baixa renda [e de modo geral, das comunidades e outros locais conde o evento acontece] a oportunidade de viver o período das férias de modo produtivo e construtivo, participando de diferentes atividades de caráter cultural, religioso e de tempo livre.
Todos os anos a Pastoral Juvenil prepara um subsídio, que é de extrema importância para sintonia e conhecimento temático, além de ser roteiro para atividades.
Durante os últimos anos, uma média de 800 a 1.000 animadores espalhados por mais de 30 localidades, doam voluntariamente seu tempo e energias, para desenvolver as colônias de férias, numa verdadeira corrente de mobilização e solidariedade."
Esse é o texto da apresentação do projeto COLÔNIA DE FÉRIAS, retirado do blog oficial: http://cferias.blogspot.com.br que eu apresento a vocês, leitores, como uma sugestão de atividade. Esse projeto deve envolver todas as pessoas da comunidade, não apenas um grupo específico, mas se a iniciativa for de um grupo, acredito que, com organização e determinação, dará certo.
Eu o sugiro de forma suspeita, pois trabalhei na elaboração do material desses últimos anos e também participo desse projeto desde anos antes. Posso garantir que é uma experiência que colabora de maneira extremamente positiva na vida de todos os envolvidos, porque há na Colônia de Férias uma característica que é chave: doação de si. Esta, por sua vez, por causa do amor às pessoas e por via do voluntariado.
Por exemplo, em João Pessoa e em Recife, onde já participei da Colônia de Férias, mais de 50 pessoas foram voluntárias (às quais chamamos de 'animadores/as') em cada uma delas, e, em sua maioria, jovens. Ano passado, ouvi de um voluntário jovem que aquelas foram as melhores férias de sua vida, outros descobriram o quanto são importantes para levar alegria, afeto, o amor e a mensagem de Deus a pessoas que muitas vezes não estão acostumados com tais coisas ou até nunca teriam oportunidade de ter contato com elas.
Esse ano de 2013, o tema e o lema da nossa Colônia é: "O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR!" "APRENDENDO A SER FELIZ".
Para saber mais sobre como os temas são escolhidos, clique na imagem:
Posso garantir, vale a pena se doar!
Se vocês, depois de fuçarem o blog da Colônia de Férias, ainda tiverem dúvidas, não deixem de entrar em contato comigo.
Grande a braço e feliz 2013!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
#17FJS VEM AÍ!
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AJS é a Articulação da Juventude Salesiana
No próximo fim de semana, a AJS do Nordeste estará promovendo a 17ª edição do Festival da Juventude Salesiana. Estaremos reunidos cerca de 1.200 jovens para festejar e celebrar essa tão bem sucedida articulação de jovens com espiritualidade salesiana na nossa inspetoria.
Este texto que segue é retirado do BLOG DA AJS NORDESTE
A história da AJS
Um pouco de história - Na origem da história salesiana, em nossa tradição, encontramos o amor de predileção de Dom Bosco e Maria Mazzarello pela juventude pobre e atenção às classes populares. Eles deixaram como missão para seus seguidores, trabalhar pela educação e evangelização da juventude, sobretudo aquela que se encontra em maior situação de perigo. Na fidelidade à esta tardição, nasceu na Europa o Movimento Juvenil Salesiano - MJS.
No Brasil ele adquiriu o nome de Articulação da Juventude Salesiana - AJS. Não se trata apenas de troca de nomes. A história da pastoral juvenil no Brasil nos mostra a existência de alguns movimentos juvenis. Os movimentos possuem estrutura organizativa, metodologia de ação, espiritualidade sustentadora bastante diferente daquelas da Articulação da Juventude Salesiana. Então, para se evitar a identificação da AJS como um movimento juvenil a mais, preferiu-se chamá-lo de Articulação da Juventude Salesiana - AJS.
A origem da AJS no Brasil está marcada por dois elementos fundamentais:
1. RESPOSTA ATENTA AOS SINAIS DOS TEMPOS.
2. VIVÊNCIA E ATUALIZAÇÃO DA TRADIÇÃO EDUCATIVA SALESIANA.
Presentes no Brasil há mais de 100 anos, os Salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora se organizam em Inspetorias que, ao todo, somam-se 15, com uma grande variedade de obras a serviço da juventude. Vivendo os sinais dos tempos, em nossas presenças, estão inúmeras experiências grupais: grupos juvenis de paróquias, de escolas, de obras sociais, artísticos, musicais, de dança, de catequese, teatro, culturais, comunicação, litúrgicos, esportivos, de capoeira, de ex-alunos, de cooperadores, de vocacionados, de voluntários, de representantes de turmas, de grêmios estudantis, de lideranças e tantos outros. Vários destes grupos atuavam de maneira independente, isolada, dispersando forças. Muitas vezes embora funcionando em casas salesianas, caminhavam sem apoio e sem acompanhamento por parte dos Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora.
AJS: uma forma de articular toda a riqueza de experiências associativas.
No Brasil, a AJS foi lançada oficialmente em 1998, no segundo Congresso Nacional de Lideranças Juvenis
Salesianas acontecido em São Paulo. As reflexões, experiências e testemunhos partilhados em vários Encontros nacionais, os estudos feitos pela Equipe Interispetorial de Pastoral Juvenil Salesiana, e as experiências positivas de organização nas Inspetorias de Recife e Porto Alegre foram fundamentais para o nascimento da AJS no Brasil.
Dom Bosco e Maria Mazzarello deixaram como missão para seus seguidores trabalhar pela educação e evangelização da juventude, sobretudo aquela que se encontra em maior situação de perigo. Para Dom Bosco, cada obra deveria ser casa que acolhe, escola que educa, paróquia que evangeliza e pátio onde todos se encontram como amigos.
Na fidelidade à tradição de amor e predileção de Dom Bosco e Madre Mazzarello aos jovens, em 1998 nasceu no Brasil a Articulação da Juventude Salesiana (AJS), durante o 2º Congresso Nacional de Lideranças Juvenis Salesianas. O termo “articulação” indica a concepção que sustenta e orienta a AJS, diferenciando-a dos movimentos juvenis “tradicionais”.
A AJS é fruto da vivência da tradição salesiana e da resposta atenta aos sinais dos tempos. Presentes no Brasil há mais de 100 anos, os Salesianos de Dom Bosco e as Filhas de Maria Auxiliadora se organizam em Inspetorias (15 ao todo), com uma grande variedade de obras a serviço da juventude.
Vivendo os sinais dos tempos, em nossas presenças estão inúmeras experiências de grupos juvenis. Vários deles atuavam de maneira independente, isolada, dispersando forças, e muitas vezes sem apoio ou acompanhamento por parte dos salesianos e das irmãs. Por outro lado, o modelo de PJ nas obras não conseguia envolver a pluralidade de grupos existentes.
O que é AJS
AJS é uma rede de apoio mútuo e articulação entre os variados grupos de jovens, que se identificam com a espiritualidade juvenil salesiana e querem vivê-la. É um trabalho conjunto entre os Salesianos de Dom Bosco, Filhas de Maria Auxiliadora, toda a Família Salesiana e a juventude.- Articulação de grupos autônomos, que têm organização, metodologia e objetivos próprios.
- Está em sintonia com as orientações da PJ da Igreja do Brasil e se insere nas iniciativas da PJ local.
- Tem como inspiração sustentadora os valores e crenças da espiritualidade juvenil salesiana.
- Possui uma estrutura de organização que busca combinar a animação orgânica (em nível nacional, regional e local) com a autonomia de cada grupo.
Organização
A estrutura de organização da AJS pode variar de ambiente para ambiente, de situação para situação, porque é fundamental respeitar as diferenças e peculiaridades de cada realidade. Atualmente a AJS está organizada da seguinte maneira:
- Coordenação local (de obra ou presença). Formada por representantes dos grupos existentes em uma determinada obra ou presença. Sua função é animar e articular esses grupos.
- Coordenação regional. Como as áreas geográficas de cada inspetoria são normalmente muito extensas, são necessárias coordenações regionais, formadas por representantes de coordenações locais. Em geral, essas coordenações são interinspetoriais.
- Coordenação inspetorial/interinspetorial. Formada por representantes das diversas regiões da inspetoria, sendo em alguns lugares também interinspetorial.
- Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil Salesiana. Composta por um salesiano e uma irmã de cada inspetoria, formam uma equipe nacional responsável pela animação da AJS em suas respectivas inspetorias, procurando refletir sobre ela em nível nacional e cuidar das ações em rede.
- Assessor. Não é membro do grupo, não está ligado a nenhum grupo, mas tem importância fundamental na vida dos grupos.
- Calendário de atividades. A agenda de atividades deve ser flexível, adaptada à realidade de cada grupo e região. Mas é importante haver eventos comuns, desde que essa agenda comum não atropele ou sufoque as iniciativas e atividades dos grupos.
O que se quer proporcionar
- Experiência dos valores da espiritualidade salesiana, conhecimento de Dom Bosco e de Maria Mazzarello, vivência das crenças e valores salesianos.
- Processo de crescimento humano e de formação da fé cristã com caráter educativo e missionário.
- Itinerário de formação desenvolvido dentro do grupo.
- Vivência das relações interpessoais e intergrupais, valorizando a diversidade e a identidade de cada um.
- Desenvolvimento de um processo organizativo pautado na participação e envolvimento dos jovens, leigos adultos e de toda a Família Salesiana.
- Desenvolvimento das potencialidades pessoais, convicções e valores.
- Oportunidade de inserção do jovem como membro ativo e atuante em seu ambiente, engajando-se em ações sociais, religiosas, de cidadania, dedicando parte de seu tempo à vivência de um ideal em favor do bem comum.
AJS e PJ do Brasil: contribuições mútuas
Inseridos e sintonizados com a Igreja, estamos atentos e comungamos com aquilo que a Igreja do Brasil nos orienta a respeito dos jovens. A PJ do Brasil é a voz oficial da CNBB para o trabalho com os jovens. É necessário que a AJS esteja integrada e em sintonia com as orientações da Igreja do Brasil para a pastoral da juventude.
O carisma salesiano oferece contribuições entre as quais:
- o humanismo otimista,
- a visão positiva da vida,
- a acolhida ao progresso,
- a postura crítica diante dos MCS,
- a presença salesiana estimuladora e educativa no meio dos jovens,
- a descoberta e o investimento nas potencialidades juvenis,
- a acolhida e o relacionamento pessoal do educador-pastor com o destinatário,
- a afetividade marcada pelo carinho,
- a simplicidade e a praticidade salesianas,
- a espiritualidade do cotidiano,
- o caráter preventivo do sistema educativo,
- a diversidade de propostas e estilos de vida em grupo,
- a organização de ambientes ricos em propostas educativas,
- o caráter educativo de um ambiente físico,
- a experiência em se trabalhar em equipe (CEP) e em se planejar a ação pastoral (PEPS).
Por esse final de semana, vc poderá acompanhar nosso festival clicando nessa imagem:
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
DINÂMICA DE ENTROSAMENTO: DUM DUM
Posted on by Unknown
Êba!!! É quinta-feira! Daqui a pouco chega o queridíssimo FDS :D
E o nosso AH,FINALMENTE traz mais uma dinâmica muito interessante.
Bem, ela consiste em simplesmente cantar e acompanhar o canto com os movimentos das mãos. Simples né? E ainda se faz sentado!
Olha o vídeo e me diz depois se conseguiu fazer...
Aqui, o vídeo dela sendo ensinada:
ABRAÇÃO!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
VIDA RELIGIOSA, UM OLHAR
Posted on by Unknown
Olá, pessoal! Mais uma vez, estou escrevendo em defesa de um pensamento livre e, por isso mesmo, responsável.
Não sei se você que está lendo já procurou saber sobre a VRC (Vida Religiosa Consagrada).
Eu recebi o convite à ela por um padre, em 2007, um padre SDB (Salesiano de Dom Bosco), o padre Robson Barros, SDB. Este homem hoje, mais que um padre a quem devo, por ter me encaminhado a encontrar o sentido da minha vida, é um amigo verdadeiro. Tantos outros Padres e Irmãos (que são leigos que se consagram, mas não se ordenam, ou seja, que não são padres) parecidos com o Pe. Ronson, eu encontrei na vida religiosa, principalmente entre os Salesianos - alguns que moram comigo, outros não, outros ainda não, outros que já moraram - e sou muito grato a eles por sua amizade. Eu não vou citar mais nomes, porque senão , seria um post inteiro rsrsrs...
Mas, se você não sabe muito, uma boa pedida é ler essa matéria da ISTOÉ que li e RECOMENDO! Ela retrata um pouco da vida das noviças FMA (Filhas de Maria Auxiliadora). AH, FINALMENTE apareceu uma reportagem que não tem tendência propagandista delas, tampouco fala mal das mesmas. Achei extremamente ética e compromissada em informar a verdade do que se passa naquele lugar. Clique na imagem que se segue e veja a reportagem na íntegra:
Se você se interessou por esse estilo de vida, pode falar comigo pelo Facebook e e-mail (neto-n@hotmail.com).
Grande abraço!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
DINÂMICA “DÁ-LHE MÚSICA”
Posted on by Unknown
Objetivos – Despertar a curiosidade sobre música de outras
culturas e povos; Desafiar estereótipos e preconceitos sobre música de fontes
não europeias; Despertar a curiosidade sobre outros povos, culturas,
música e idioma; Desafiar o etnocentrismo em música e outros produtos
culturais; Introduzir um ambiente agradável no grupo.
Grupo-alvo – Todo o gênero de público
Número de Participantes – 10 a 20 pessoas
Número de Animadores – 2 animadores
Material – músicas de outro país, cultura, continente...;
traduções das letras da música, se possível; Player com caixas de som
Espaço – 1 sala
Duração, entre 10 a 15 minutos
Concretização
A escolha do momento dessa dinâmica
deve ser feita cuidadosamente, de forma a ser no início de uma reunião ou
depois de um intervalo. Ao ouvir a música, os participantes devem tentar
adivinhar qual a sua origem. Se esta tiver letra, devem tentar perceber o que significa.
As pessoas podem falar com os colegas dizendo o que acharam da música, mas nunca
dizendo a origem que pensam ter. No final da sessão ouvem novamente a música, revelando
no final as suas suposições. É revelada a resposta certa. Se se tiver a letra
os participantes devem lê-la.
Temática - “Interculturalidade”- outras
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Internet, lugar de encontro... com Deus!
Posted on by Unknown
Eu sou integrante da Comissão de Comunicação da Inspetoria Salesiana do Nordeste do Brasil e a cada dia que passa, percebo - e ouço - que Deus está mesmo em todos os lugares, até na internet. E isso, principalmente porque na web também existem pessoas de verdade, que estabelecem relações de verdade.
Para um adulto de 40 anos, é muito difícil entender o grau de realidade que um jovem ou adolescente dão ao mundo virtual/digital, mas esse mundo, apesar de "virtual", é evidentemente realidade na vida de grande parte dos jovens da atualidade (direta ou indiretamente).
Mais que um meio de comunicação, a internet é um ambiente, um lugar. Neste lugar eu encontro muitas pessoas que, sem nenhuma diferença do mundo "real", podem ou não ter bom caráter. Por isso o perigo da falsidade identitária e ideológica na internet acredito, seja praticamente igual ao do mundo fora dela, porque as pessoas são as mesmas!
Daí os cristãos devem ser igualmente santos, dentro e fora da igreja (me refiro à casa de pedra, sem ser Igreja, povo de Deus), dentro e fora de sua própria casa, dentro e fora da internet, também. É muito comum nos surpreendermos com perfis nas redes sociais em que a mesma pessoa disse ontem: "Hj tem balada, tem cerveja, tem mulher! A noite promete, to indo me arrumar, aquii #partiu" E hoje: "'Feliz o homem sem pecado e que na lei do Senhor Deus vai progredindo' (Sl 118). Sou católico e amo minha Igreja! #Jesusteamo". Conseguem perceber a contradição gritante? Não quero levantar uma polêmica, mas a pessoa usa o próprio perfil para falar de Deus e depois para expor seus exageros e até pecados, essa pessoa deveria escolher ou um, ou outro. Principalmente se a tal pessoa for agente pastoral ou conhecida por ser católica.
A verdadeira evangelização se dá por testemunhar Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. E esse testemunho é visto em cada cristão (#ficaadica)
Então, sabendo disso, trago até vocês, leitores esse vídeo interessantíssimo, que conta com a participação de uma das maiores autoridades em comunicação católica do mundo: Padre Antonio Spadaro. Assista, valerá para entender muito sobre encontrar Deus na internet e saber como fazer essa evangelização: http://destrave.cancaonova.com/e-possivel-encontrar-se-com-deus-na-internet/
Até mais :D
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
DINÂMICA “O PAÍS IMAGINÁRIO”
Posted on by Unknown
Grupo alvo: a partir dos 14 anos
Participantes: 10 a 20 pessoas
Número de Animadores: 2 animadores
Material : Folhas de papel; Marcadores
Espaço: 1 sala
(Duração de 40 minutos em média)
Concretização
Os animadores dividem as pessoas em grupos de 5 e leem o
seguinte texto: “Imagine que descobristes um novo país, onde ninguém tinha
vivido antes, e onde não havia leis nem regras. Você e os outros membros do teu
grupo serão os primeiros nesta nova terra. Não sabes que tipo de estatuto vais
ter lá. “Individualmente, o participante escreve uma lista com três direitos
que pensa serem essenciais para toda as pessoas que vão habitar este país. Assim,
o animador pede para as pessoas partilharem o que escreveram e concordarem numa
lista de 10 direitos que o grupo ache que devam ser garantidos. Eles
deverão dar um nome ao país e escrever numa grande folha de papel juntamente
com a sua lista. Cada grupo apresenta a sua lista aos restantes participantes.
Se houver direitos que surjam repetidos o animador deverá assinalar com uma
cruz. Depois de todos os grupos terem apresentado, o animador pede para as
pessoas encontrarem (se houver) direitos que se contradigam. Será que esta
lista pode ser totalmente racionalizada? Poderão direitos semelhantes estar agrupados
em conjunto? Quão perto da realidade estará esta lista?
Temática: “Direitos Humanos”, “Racismo”, “Interculturalidade”,
outras
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
DINÂMICA: OS SONHOS
Posted on by Unknown
Estabelecer um melhor
conhecimento uns dos outros dentro de um grupo;
Encorajar a cooperação;
Criar um bom ambiente no
grupo;
Pessoas: 6 a 10 pessoas
Material:
Folhas A4, canetas
Espaço:
Qualquer
Duração:
1 hora em média
Concretização:
Os participantes refletem
sozinhos (durante aproximadamente 5 minutos) sobre o que sonham para a sua vida
futura: família, profissão, passatempos, casa, realização pessoal, direitos
civis,... Ao final partilham os seus sonhos com os outros os explicando e dando
razões. Devem escrever ou desenhar num papel. Por exemplo, ter um emprego, ter
filhos, viajar... Pede-se para que os elementos do grupo identifiquem três
coisas concretas que os impeçam de conseguir as suas aspirações e outras três
que eles, enquanto grupo ou organização, possam fazer juntos de forma a chegar
mais perto desses objetivos. No final, podem-se lançar outras questões que
poderão conduzir ao aprofundamento da reflexão.
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